Quando o corpo está triste mas não pode contar porquê, o corpo inventa outras formas de estar triste e mente, faz como se fosse outra a tristeza para que ninguém saiba. Quando o corpo está feliz mas não pode contar porquê, o corpo inventa outras formas de estar triste e mente. Porque é preciso explodir o que se sente, é preciso rir, chorar, calar. E se a estranheza não deixa, se a culpa não deixa, se o amor não deixa, se não se deixa, o corpo reinventa-se permitido. É assim a terapia das cebolas (1), é assim a mentira, é assim a vitória.
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