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Uma história escrita antes de acontecer, uma avenida que ardeu pelo nosso abraço, ou o abraço que ardeu em nós pelo fogo da avenida. Sempre isto, o tempo diluído em passeios por diálogos ardentes, espectaculares.
Uma estória premonitória prevendo o incêndio do tempo que passámos juntos, horas de liberdade na areia na água e nas cadeiras de teatro.
E a Avenida da Liberdade a arder enquanto nos abraçámos.
Parece-me justo.
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