As palavras têm um berço
onde adormeço sem querer
e durmo em clareza cavalgante
como se o tempo estivesse de passagem
até o corpo me amanhecer
Ao despontar da luz as palavras rendem-se
perderam o seu cintilar quente
quente
e meigas fazem-se escrever
Tenho em mim palavras à espera
da fertilidade da espera
E disso
como do sonho
não me posso defender
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